SINJ-DF

INSTRUÇÃO Nº 252, DE 22 DE SETEMBRO DE 2026

O SECRETÁRIO EXECUTIVO, DO INSTITUTO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS HÍDRICOS DO DISTRITO FEDERAL - BRASÍLIA AMBIENTAL, no exercício de suas atribuições legais previstas no Decreto nº 39.558, de 20 de dezembro de 2018, e nos termos da Lei nº 3.984, de 28 de maio de 2007, resolve:

Art. 1º Autorizar a implantação da Trilha Parque Distrital Bernardo Sayão.

Art. 2º A implantação e a consolidação da Trilha Parque Distrital Bernardo Sayão têm por objetivo proporcionar aos visitantes um ambiente de fácil acesso, a possibilidade de conhecer e contemplar exemplares da flora existe na unidade de conservação, além de ser objeto de pesquisa, educação ambiental e contemplação.

Art. 3º A Trilha Ecológica Parque Distrital Bernardo Sayão será implantada em três etapas:

a) Percurso Jardim do Cerrado: com aproximadamente 120 metros, agrega um fragmento remanescente de cerrado onde é possível identificar e conhecer boa parte da flora existente no Parque Distrital Bernardo Sayão.

b) Percurso 1: Com aproximadamente 4.400 metros, o percurso contempla a pista de caminhada já pavimentada e também uma parte não pavimentada.

c) Percurso 2: Com aproximadamente 4.900 metros, é uma trilha mais adequada para ser realizada a pé (caminhada), onde é possível apreciar vários atributos do Cerrado.

Art. 4º A Trilha Parque Distrital Bernardo Sayão será implantada por percursos, inaugurados por etapas, visando o pertencimento e a aproximação com o público usuário e a vizinhança da unidade de conservação.

§ 1º Os percursos 1 e 2 serão nomeados por meio de concurso aberto ao público.

Art. 5º A Instância de Governança da Trilha Parque Distrital Bernardo Sayão é a Unidade de Conservação Base Parque Distrital Bernardo Sayão (PDBS), sendo de sua responsabilidade a execução do Plano de Gestão de Trilha Ecológica, aprovado pela Superintendência de Unidades de Conservação, Biodiversidade e Água (SUCON), constante no processo SEI nº 00391-00000250/2026-02.

Parágrafo único - A gestão e o uso da trilha ecológica devem convergir com o Plano de Manejo do Parque Distrital Bernardo Sayão, seu Regulamento Interno, suas atualizações e demais normas inerentes à gestão da unidade de conservação.

Art. 6º A implantação de trilhas ecológicas nas unidades de conservação administradas pelo Brasília Ambiental segue as diretrizes da Lei distrital nº 6.892/2021, que cria o Sistema Distrital de Trilhas Ecológicas, da Portaria Conjunta SEMA-IBRAM nº 8/2025, estabelece os procedimentos para adesão e cadastro de trilhas ecológicas no Sistema Distrital de Trilhas Ecológicas e a Instrução nº 140/2026, que institui a Comissão de Gestão de Trilhas Ecológicas no âmbito da Superintendência de Unidades de Conservação, Biodiversidade e Água do Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do Distrito Federal - Brasília Ambiental.

Art. 7º Esta Instrução entra em vigor na data de sua publicação.

VALTERSON DA SILVA

ANEXO I

PROPONENTE

Demandante

Parque Distrital Bernardo Sayão - PDBS

Responsável pela proposta

Alexandre Morais de Carvalho

Cargo/Função

Agente de Unidade de Conservaçaão

Endereço eletrônico

bernardosayao@ibram.df.gov.br

Telefone institucional

(61) 3214-5641

Telefone pessoal

(61) 996290967

Ponto focal da trilha ecológica na Unidade de Conservação base

Alexandre Morais de Carvalho

E-mail institucional: bernardosayao@ibram.df.gov.br

Celular: (61) 99629-0967

I - IDENTIFICAÇÃO DA TRILHA ECOLÓGICA

Nome oficial

Trilha Ecológica Parque Distrital Bernardo Sayão

Unidade de conservação

Parque Distrital Bernardo Sayão

Localização

Área Interna na Unidade de Conservação

Região Administrativa

Lago Sul - DF

Pontos de início

Ao lado da sede

Descrição da trilha ecológica — Breve texto que a apresente por suas principais características.

Com aproximadamente 9.319 metros lineares, a proposta contempla 3 percursos mostrados no Mapa SEI 206599033.

Percurso Jardim do Cerrado: com aproximadamente 120 metros, agrega um fragmento remanescente de cerrado onde é possível identificar e conhecer boa parte da flora existente no Parque Distrital Bernardo Sayão.

Nesse pequeno trecho é possível verificar exemplares do pequi, canela de ema, muricis, lixeirinha, pau terra, barbatimão, vassoura de bruxa, pau doce, pau santo, entre outras.

Destarte, o trecho não possui aclive/declive representativo que coloque tantas restrições de acesso, além de ficar bem próximo da sede/guarita e banheiros, bebedouro e entrada da UC.

Por fim, também será possível visitar um pequeno viveiro com produção de mudas, parte integrante da trilha.

Percurso 1: Com aproximadamente 4.400 metros, o percurso contempla a pista de caminhada já pavimentada e também uma parte não pavimentada.

Esse trecho é possível ser feito a pé ou de bicicletas e possui boa representatividade do cerrado e também áreas degradadas.

Percurso 2: Com aproximadamente 4.900 metros, é uma trilha mais adequada para ser realizada a pé (caminhada), onde é possível apreciar vários atributos do cerrado.

Atratividade — Descrição dos principais aspectos ambientais, paisagísticos, históricos, culturais e turísticos que conferem atratividade à trilha ecológica.

Essa trilha possibilitará ao visitante além de um trecho pequeno - perto da infraestrutura - poderão ser desenvolvidas atividades de identificação de espécies da flora do cerrado e também práticas de educação ambiental. Também será possível ver algumas mudas do cerrado crescendo em pequeno viveiro local.

Fitofisionomias — Indicar as fitofisionomias de maior relevância ou que predominam ao longo da trilha ecológica.

A fitosionomia predominante é Cerrado stricto sensu com vegetação arbustiva e arbórea de pequeno e médio porte. Cerrado sentido restrito: Cerrado típico, Cerrado ralo.

Indicação do patrimônio material ou imaterial

De acordo com o Decreto 39.469/2018, Estão tombadas como Patrimônio Ecológico-urbanístico do Distrito Federal as seguintes espécies arbóreo-arbustivas: copaiba (Copaifera langsdorffíi Desf.), sucupira- branca (Pterodon pubescens Benth), pequi (Caryocar brasiliense Camb), cagaita (Eugenia dysenterica DC), buriti (Mauritia flexuosa L.f.), gomeira (Vochysia thyrshoidea Polh). pau-doce (Vochysia tucanorum Mart.), aroeira (Myracrodruon urundeuva (Fr.All), Engl.) embiriçu (Pseudobombax longiflorum (Mart.,et Zucc.) a. Rob), perobas (Aspidosperma spp.), jacarandás (Dalbergia spp.), ipês (Tabebuia spp. e Handroanthus spp.) e baru (Dipteryx alata). A proposta contempla algumas dessas espécies.

Identificação de bens de valor histórico e cultural reconhecido.

não aplica

Presença de povos de valor histórico ou comunidades tradicionais.

não aplica

II - FICHA TÉCNICA DA TRILHA ECOLÓGICA

Tipo de percurso

(circular, linear, travessia e outros)

Linear

Modalidades de uso

Caminhada

 

 

 

Classe predominante

(Manual de sinalização de trilhas ICMBio, 3ª edição, p. 28/29)

 

 

 

[ ] Trilha classe 1 - mínima intervenção

[X] Trilha classe 2 - muito baixa intervenção

[ ] Trilha classe 3 - baixa intervenção

[ ] Trilha classe 4 - média intervenção

[ ] Trilha classe 5 - alta intervenção

Extensão da trilha ecológica

9.319 metros

Aclive acumulado

sem aclive aparente, salvo em alguns pontos específicos

Duração estimada do percurso

Cerca de duas horas

Arquivo georreferenciado

Anexo ao processo

Faixa de domínio (quando houver)

não se aplica

III - AVALIAÇÃO E CLASSIFICAÇÃO DA TRILHA ECOLÓGICA

a) Condições do terreno

Conforme a ISO/ABNT 3021:2024, as trilhas são classificadas para melhor informar e auxiliar os usuários nas suas decisões em percorrê-las, conforme o nível de dificuldade em relação às condições do terreno: piso, obstáculos, irregularidades, superfície, declividade, dentre outros.

[ ] Nível 1 - fácil: terreno plano, regular e firme.

[X] Nível 2 - moderado: terreno regular e sem obstáculos.

[ ] Nível 3 - difícil: terreno irregular, com obstáculos, áreas rochosas, raízes expostas e erosão.

[ ] Nível 4 - muito difícil: terreno irregular, com obstáculos que exigem uso das mãos ou saltos (escalaminhadas).

[ ] Nível 5 - só para experientes: terreno exige técnicas de escalada ou progressão vertical com uso de equipamentos.

b) Orientação de navegação no percurso

Nível de dificuldade em relação à orientação do percurso, para percorrer o trajeto quanto à orientação cartográfica e o direcionamento na trilha, conforme a demarcação, presença de sinalização e a existência de elementos naturais como referência, entre outros.

[ ] Nível 1 - fácil: caminhos e cruzamentos bem definidos e sinalizados.

[X] Nível 2 - moderado: caminho e cruzamentos com sinalização parcial e requer atenção.

[ ] Nível 3 - difícil: caminho e cruzamentos sem sinalização e requer reconhecimento de acidentes geográficos e de pontos cardiais.

[ ] Nível 4 - muito difícil: caminho depende de navegação e não existe traçado sobre o terreno.

[ ] Nível 5 - só para experientes: caminho desconhecido, não existe traçado e as direções do itinerário podem ser interrompidas.

c) Severidade do ambiente (território do DF e sua inserção no Cerrado)

Nível de dificuldade da trilha ecológica em relação ao meio natural em que está inserida. Diz respeito ao rigor das características climáticas e do meio natural, avaliado conforme a incidência dos fatores associados ao desgaste da saúde e do organismo, tais como, temperatura e suas variações, pluviosidade, incidência solar, umidade do ar, altitude, ventos, visibilidade, disponibilidade de água potável, travessia de cursos d’água, risco de queda, entre outros.

[ ] Nível 1 - baixa: trechos escorregadios, rochosos ou alagados (época de chuva), e longos trechos de elevada exposição solar, alta probabilidade de temperaturas acima de 32 C e umidade inferior a 30% (época de seca).

[X] Nível 2 - moderada: região e trechos sem acesso à água potável, trechos escorregadios e alagados em época de chuva e alta exposição ao sol e à baixa umidade.

[ ] Nível 3 - média: exposição a instabilidade de rochas, declive acentuado e uso das mãos, além de trecho sem acesso à água potável, escorregadio, alagado e alta exposição ao sol e à baixa umidade.

[ ] Nível 4 - alta: caminhada por 3h ou mais sem passar por local habitado, telefone de socorro e sem sinal de celular (rádio) ou via de trânsito, além de trecho sem acesso à água potável, escorregadio, alagado e alta exposição ao sol e à baixa umidade.

[ ] Nível 5 - muito alta: não se aplica às trilhas em uso no DF, considerando as informações de janeiro de 2025.

d) Riscos específicos (quando houver)

Riscos inerentes às práticas em unidades de conservação. Em uma unidade de conservação é possível o aparecimento de animais peçonhentos (cobras, aranhas, escorpiões, abelhas, vespas, etc...).

e) Esforço físico

Nível de dificuldade da trilha ecológica em relação ao esforço físico requerido, considerando a distância a ser percorrida, a elevação (subidas e descidas), considerando um caminhante comum, pessoa adulta, não sedentária, não esportista, sem limitações de acessibilidade e com bagagem leve, velocidade média entre 2 e 4 km/h.

[ ] Nível 1 - fácil: pouco esforço, sem aclive (entre 0 e 15 m) com duração até 1h.

[X] Nível 2 - moderado: esforço moderado, com aclive/declive entre 16 e 150 m e duração até 3h.

[ ] Nível 3 - difícil: esforço significativo, com aclive/declive entre 151 e 250 m e duração de 3 a 6 h.

[ ] Nível 4 - muito difícil: esforço intenso, com aclive/declive entre 251 e 350 m e duração entre 6 e 10h.

[ ] Nível 5 - só para experientes: esforço extraordinário, com aclive/declive acima de 351 m) e duração acima de 10 horas.

DADOS INSTITUCIONAIS

Instância de Governança

(responsável pela gestão da trilha)

Unidade Base Parque Distrital Bernardo Sayão (PDBS)

Plano de Gestão e Sinalização

(Doc SEI nº)

SEI 206394241

Parcerias

(colaboradores, voluntários, etc)

Voluntariado, Programa de Visitação, parcerias com o Ministério Público, entre outras possibilidades.

Políticas Públicas

(articulação institucional)

Secretaria de Meio Ambiente do Distrito Federal (SEMA)

Acessos e permissões

(requisitos e regramentos)

Acesso livre das 06 às 18 h

Como chegar na trilha ecológica

Sede do Parque Distrital Bernardo Sayão

Informações adicionais

Cada percurso apresenta suas características e dificuldades.

Este texto não substitui o publicado no DODF nº 180, seção 1, 2 e 3 de 28/09/2026 p. 24, col. 1